sábado, 9 de outubro de 2010

Adriana Calcanhotto


A cantora gaúcha Adriana Calcanhoto oficializou, na última segunda-feira (6), seu relacionamento com a cineasta carioca Suzana de Moraes. As duas moram juntas há anos em Paris, onde tornaram oficial a união civil por meio de uma ação de conhecimento voluntário, o que já é permitido na França.
Adriana e Suzana, que é filha do compositor e escritor Vinícius de Moraes, comemoram a união com uma festa para amigos e familiares.
A cantora está escalada para se apresentar na Capital durante o Porto Alegre em Cena, nos dias 18 e 19 de setembro, com a produção infantil Dois é Show, onde encarna a personagem Adriana Partimpim.
A cantora Adriana Calcanhotto, de 45 anos, já divide o mesmo teto com a cineasta Suzana de Moraes, filha do "Poetinha" Vinicius de Moraes. Mas, na última segunda-feira (6/9), as duas decidiram oficializar a relação declarando a união na Justiça. A cerimônia, seguida de festa, aconteceu na casa em que elas moram, na Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro.
A festa reuniu somente a família e os amigos mais chegados.

Adriana da Cunha Calcanhotto, mais conhecida por Adriana Calcanhotto ou Adriana Partimpim, (Porto Alegre, 3 de outubro de 1965) é uma cantora e compositora brasileira.

É filha de um baterista de uma banda de , Carlos Calcanhotto, e de uma bailarina. Aos seis anos ganha do avô o primeiro instrumento: um violão. Aprendeu a tocar o instrumento e também, mais tarde, a cantar. Logo imergiu nas influências musicais () e literárias (Modernismo Brasileiro). Ficou fascinada pela Antropofagia de Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e outros nomes daquele movimento cultural.
Adriana Calcanhotto decidiu oficializar sua relação com a cineasta Suzana de Moraes, filha de Vinicius de Moraes. A informação é do jornal “O Dia” desta quarta-feira (8). De acordo com a publicação, elas já dividem o mesmo teto e declararam sua união civil na Justiça. A novidade foi comemorada com cerimônia e festa na segunda-feira (6), na casa das duas no Alto da Boa Vista.

Embora ainda não esteja prevista em lei e não garanta os mesmos direitos do casamento, a união estável entre homossexuais já é reconhecida pela Justiça brasileira.
No início dos anos 80 (na fase de minha vida que costumo chamar de "boêmia"), eu costumava seguir um certo roteiro, quando saía nas noites do final de semana pelas ruas da Cidade Baixa e do Bom Fim, na expectativa de que em algum dos vários bares com música ao vivo alguém me desse a chance de dar uma "canja". A "canja" em questão servia (ou deveria servir, pensava eu) para vários propósitos: adquirir alguma experiência de palco e vivência na exposição ao público; conhecer outros músicos, fossem cantores, cantoras, compositores, instrumentistas, etc.; e o mais importante, colocar-me em evidência junto à mulherada. Tenho que admitir que tais empreitadas serviram muito mais ao segundo propósito do que aos demais, pois foi um período em que conheci muita gente legal ligada à música. Definitivamente, já perdi a esperança de que algum dia me sentirei totalmente confortável cantando para um número considerável de pessoas, numa apresentação com certa solenidade, e as tais "canjas" certamente não ajudaram em nada em minha autoconfiança neste sentido, pois, como todos sabem, o público de bar geralmente não é dos mais atenciosos para com os músicos. Uma das poucas exceções que presenciei quanto a isto foi quando passei a incluir em meu "roteiro" umas passadas, de vez em quando, no bar Panela de Barro (ou Tigela de Barro, ou alguma coisa semelhante, não lembro bem agora), onde a cantora "da casa" arrancava animados aplausos, e contava com um público fiel. Este bar ficava na mesma quadra do "Opinião" atual, na José do Patrocínio (na época, o Opinião ficava em um "garajão" na Joaquim Nabuco, cerca de uns 500 metros da sede de agora), mas quase na esquina oposta. A cantora em questão era ninguém menos que Adriana Calcanhotto, então dando seus primeiros passos em sua fulgurante carreira. Realmente, a Adriana era uma exceção à regra, pois o público que frequentava o bar geralmente já a conhecia, e costumeiramente aplaudia após a interpretação de cada canção efusivamente, o que, como já mencionei, costumava ser raro no que concerne ao público notívago. Muita gente no bar dizia que ela era uma "nova Elis Regina". Elis havia morrido há poucos anos antes, e sempre que uma boa cantora surgia em Porto Alegre, na época, o pessoal costumava dizer que a mesma seria a tal sucessora da "Pimentinha". Contudo, é fato que, realmente, à época, a Adriana parecia ser bastante influenciada por esta grande cantora também gaúcha, não apenas referenciando-se no jeito de cantar, mas também porque traçava com propriedade o próprio repertório da "maior cantora do Brasil". Hoje pode parecer estranho, porque geralmente a Adriana imprime um tom mais leve, "colocado" e melodioso na voz, mas naquela época ela "arrebentava", cantava com mais empostação, com mais volume e mais "para fora", lembrando bastante a Elis. Então, às vezes, eu dava uma canja neste bar em que ela tocava, e acabamos ficando amigos. Inclusive uma vez eu mostrei umas músicas minhas, e ela me convidou a visitá-la, à tarde, em seu apartamento, que ficava no mesmo prédio do bar localizado no térreo, para apresentar o que eu tinha de composições. Ela teve uma enorme paciência em escutar mais de 60 músicas (eu fazia, na época, pelo menos umas cinco músicas por mês) numa sentada - e o fato é que, hoje vejo, não havia muito que se aproveitasse quanto às minhas músicas daquele tempo. Mas ela foi muito legal e elegante, teve saco de ouvir até o fim, me elogiou, etc., e inclusive pediu para eu gravar algumas que ela teria gostado numa fita (rss). Havia a promessa de um cara quanto a financiar um disco dela, e ela estava selecionando repertório, etc., mas no fim este tal disco não saiu. De fato, o seu único disco "Portoalegrense" foi a participação em um LP lançado pela RBS, reunindo diversos artistas gaúchos, no qual ela registrou a música "Suspeito", de Arrigo Barnabé - mas isto foi muito tempo após o período ao que me refiro.

Adriana da Cunha Calcanhotto

Adriana da Cunha Calcanhotto (Porto Alegre, 3 de outubro de 1965), mais conhecida por Adriana Calcanhotto ou Adriana Partimpim, é uma cantora e compositora brasileira.[1]
Recentemente ampliou sua atuação em um álbum para crianças, o Adriana Partimpim (2004), com o qual obteve grande sucesso em espetáculos e pelo qual ganhou o prêmio Grammy latino de melhor álbum infantil.[2]
As suas composições abordam estilos variados: samba, bossa nova, rock, pop e baladas. Dentre as características de repertório, observa-se a regravação de antigos sucessos da MPB e arranjos diferenciados.

Carreira

É filha de Carlos Calcanhoto, baterista de jazz e bossa nova, e de Morgada Assumpção Cunha, bailarina e professora de Educação Física. Aos seis anos ganha do avô o primeiro instrumento: um violão. Aprendeu a tocar o instrumento e também, mais tarde, a cantar. Logo emergiu nas influências musicais (MPB) e literárias (Modernismo Brasileiro). Ficou fascinada pelo Movimento antropofágico de Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e outros nomes daquele movimento cultural.
A vida artística iniciou-se em bares de Porto Alegre, como o Fazendo Artes, situado próximo à I Cia. de Guardas do Exército, próximo ao Parque Farroupilha, e o Porto de Elis, na av. Protásio Alves. Também trabalhou em peças teatrais e depois se lançou em concertos e festivais por todo o país no estilo voz e violão.

Anos 90

O primeiro disco, Enguiço, lançado em 1990 pela gravadora CBS, foi muito elogiado e o primeiro sucesso foi Naquela Estação de Caetano Veloso, no repertório deste, que também trouxe músicas de autoria (a faixa-título e Mortaes) e regravações de clássicos da MPB (Sonífera Ilha, do grupo Titãs, Caminhoneiro de Roberto e Erasmo Carlos, Disseram que Voltei Americanizada, que fez sucesso na voz de Carmem Miranda, e Nunca, do conterrâneo Lupicínio Rodrigues).
Naquela estação, por sua vez, integrou a trilha sonora da telenovela global Rainha da Sucata, de Sílvio de Abreu (1990). No ano seguinte, recebeu o Prêmio Sharp de revelação feminina. No segundo trabalho, Senhas, de 1992, o repertório estava focado nas canções de autoria, com destaque para Esquadros e Mentiras; esta última foi incluída na trilha da novela Renascer, de Benedito Ruy Barbosa.
Em 1994, a fórmula dá sinais de cansaço e desgaste devido à exposição excessiva na mídia. Por isso, nesse mesmo ano lançou o LP A fábrica do poema, com algumas doses de experimentalismo (poemas de Augusto de Campos, Gertrude Stein, textos do cineasta Joaquim Pedro de Andrade e parcerias com Waly Salomão, Arnaldo Antunes, Antônio Cícero e Jorge Salomão). No terceiro disco, que também foi o último a ter versão em vinil, os destaques foram Metade e Inverno. Prosseguiu com o álbum Marítimo, que simulou uma incursão pela dance music (Pista de dança, Parangolé Pamplona), samplers (Vamos comer Caetano), e a regravação de Quem vem para beira do mar, de Dorival Caymmi. O maior sucesso do disco foi Vambora, que incluída na trilha de Torre de Babel, de Sílvio de Abreu, obteve enorme repercussão.
Uma das participações foi uma performance na livraria Argumento, no Rio de Janeiro, musicando poemas do poeta português Mário de Sá Carneiro em 1996. Um deles, O outro acabou por entrar no CD Público (2000), que trazia regravações dos antigos sucessos entre outras canções consagradas e também rendeu um DVD, lançado no ano seguinte pela gravadora BMG.

Anos 2000

Em 2004, Adriana lançou o álbum Adriana Partimpim, uma seleção de canções para crianças. Em 2007, participou da cerimônia de abertura dos Jogos Panamericanos de 2007 no Rio de Janeiro.Adriana Calcanhotto lançou o CD Adriana Partimpim, em que a cantora usou um pseudônimo, utilizado também para o título do disco, feito para crianças, ou como Adriana prefere chamar, “disco de classificação livre”. O título do CD é um apelido de infância e, segundo Adriana, seu pai continua a chamá-la. Esse é o sétimo álbum da carreira e um projeto audacioso iniciado em 1999. Por este magnífico trabalho Adriana recebeu os prêmios “Faz Diferença” do jornal O Globo, e na categoria “Melhor Disco Infantil”, o Prêmio Tim e recebeu um disco de ouro, por ter vendido mais de 100.000 cópias no Brasil.
O trabalho mais recente foi o CD Maré (2008), uma seleção de canções da nova MPB. Três músicas estiveram nas trilhas de novelas da Rede Globo: Mulher Sem Razão (Composição: Dé Palmeira e Bebel Gilberto - Letra: Cazuza), em A Favorita; Três (Composição: Marina Lima/Antônio Cícero), em Ciranda de Pedra; e Um Dia Desses (Música: Kassin Letra: Torquato Neto), em Três Irmãs. Nesse mesmo ano, Adriana aventurou-se pela primeira vez no texto em prosa e lançou o livro Saga Lusa, no qual relata o "surto" que teve durante uma viagem à Lisboa.

Vida pessoal

Homossexual assumida, Adriana Calcanhoto é companheira da cineasta Suzana de Moraes, filha do poeta e compositor Vinícius de Moraes. Elas oficializaram a sua relação na justiça brasileira, por meio da união civil, em 6 de setembro de 2010. Residem em Alto da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro.

Livros

Em 2008, Adriana lançou seu primeiro livro, Saga Lusa. O livro é um relato da viagem a Portugal em sua turnê do disco Maré. O relato mostra como foram as 120 horas sem dormir e delirando aos efeitos causados por uma mistura de remédios para curar uma forte gripe. A escrita feita nos momentos de delírio, insônia e medos torna-se a única atividade que Adriana, sentada em frente ao seu computador realiza e com muito bom - humor. O livro está repleto de passagens engraçadas nos momentos de delírio, onde a própria escritora ri de si mesma.
O livro foi lançado pela Editora Cobogó (Brasil) com capa em 4 cores diferentes e por Quasi Edições (Portugal).
Quando o fenômeno chamado Adriana Calcanhoto surgiu no cenário da MPB, no final dos anos 80, foi saudada como a nova Elis Regina. Gaúcha como Elis, Adriana nasceu em Porto Alegre em 03 de outubro de 1965. Começou como cantora da noite, e foi descoberta cantando em uma churrascaria.
De forma bem diferente da Singapura (música de Eduardo Dusek, que conta a história de uma cantora decadente que termina seus dias em uma churrascaria), a churrascaria foi o início do sucesso. Quem já cantou na noite sabe o que acontece quando se está num palco - chovem os pedidos de músicas que os clientes querem ouvir. E nem sempre esses pedidos batem com o gosto do cantor...
Foi então que Adriana começou sua revolução: vestiu as músicas bregas que lhe solicitavam com uma roupagem peculiar, provando que é possível, através da interpretação, mudar todo o contexto em que uma música foi inserida por seu compositor - é claro que o contrário também ocorre, mas não aqui.
A melhor ilustração do que Adriana foi capaz como intérprete é a música Caminhoneiro, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, reproduzida neste repositório.
Com seu trabalho, Adriana consolidou-se como uma das maiores intérpretes da atualidade, e também como uma compositora cuidadosa, brincando com palavras como brinca com seu público. Adriana saudou Elis, mas preferiu ser ela mesma.