A cantora gaúcha Adriana Calcanhoto oficializou, na última segunda-feira (6), seu relacionamento com a cineasta carioca Suzana de Moraes. As duas moram juntas há anos em Paris, onde tornaram oficial a união civil por meio de uma ação de conhecimento voluntário, o que já é permitido na França.
Adriana e Suzana, que é filha do compositor e escritor Vinícius de Moraes, comemoram a união com uma festa para amigos e familiares.
A cantora está escalada para se apresentar na Capital durante o Porto Alegre em Cena, nos dias 18 e 19 de setembro, com a produção infantil Dois é Show, onde encarna a personagem Adriana Partimpim.
A cantora Adriana Calcanhotto, de 45 anos, já divide o mesmo teto com a cineasta Suzana de Moraes, filha do "Poetinha" Vinicius de Moraes. Mas, na última segunda-feira (6/9), as duas decidiram oficializar a relação declarando a união na Justiça. A cerimônia, seguida de festa, aconteceu na casa em que elas moram, na Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro.
A festa reuniu somente a família e os amigos mais chegados.
Adriana da Cunha Calcanhotto, mais conhecida por Adriana Calcanhotto ou Adriana Partimpim, (Porto Alegre, 3 de outubro de 1965) é uma cantora e compositora brasileira.
É filha de um baterista de uma banda de jazz, Carlos Calcanhotto, e de uma bailarina. Aos seis anos ganha do avô o primeiro instrumento: um violão. Aprendeu a tocar o instrumento e também, mais tarde, a cantar. Logo imergiu nas influências musicais (mpb) e literárias (Modernismo Brasileiro). Ficou fascinada pela Antropofagia de Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e outros nomes daquele movimento cultural.
Adriana Calcanhotto decidiu oficializar sua relação com a cineasta Suzana de Moraes, filha de Vinicius de Moraes. A informação é do jornal “O Dia” desta quarta-feira (8). De acordo com a publicação, elas já dividem o mesmo teto e declararam sua união civil na Justiça. A novidade foi comemorada com cerimônia e festa na segunda-feira (6), na casa das duas no Alto da Boa Vista.
Embora ainda não esteja prevista em lei e não garanta os mesmos direitos do casamento, a união estável entre homossexuais já é reconhecida pela Justiça brasileira.
No início dos anos 80 (na fase de minha vida que costumo chamar de "boêmia"), eu costumava seguir um certo roteiro, quando saía nas noites do final de semana pelas ruas da Cidade Baixa e do Bom Fim, na expectativa de que em algum dos vários bares com música ao vivo alguém me desse a chance de dar uma "canja". A "canja" em questão servia (ou deveria servir, pensava eu) para vários propósitos: adquirir alguma experiência de palco e vivência na exposição ao público; conhecer outros músicos, fossem cantores, cantoras, compositores, instrumentistas, etc.; e o mais importante, colocar-me em evidência junto à mulherada. Tenho que admitir que tais empreitadas serviram muito mais ao segundo propósito do que aos demais, pois foi um período em que conheci muita gente legal ligada à música. Definitivamente, já perdi a esperança de que algum dia me sentirei totalmente confortável cantando para um número considerável de pessoas, numa apresentação com certa solenidade, e as tais "canjas" certamente não ajudaram em nada em minha autoconfiança neste sentido, pois, como todos sabem, o público de bar geralmente não é dos mais atenciosos para com os músicos. Uma das poucas exceções que presenciei quanto a isto foi quando passei a incluir em meu "roteiro" umas passadas, de vez em quando, no bar Panela de Barro (ou Tigela de Barro, ou alguma coisa semelhante, não lembro bem agora), onde a cantora "da casa" arrancava animados aplausos, e contava com um público fiel. Este bar ficava na mesma quadra do "Opinião" atual, na José do Patrocínio (na época, o Opinião ficava em um "garajão" na Joaquim Nabuco, cerca de uns 500 metros da sede de agora), mas quase na esquina oposta. A cantora em questão era ninguém menos que Adriana Calcanhotto, então dando seus primeiros passos em sua fulgurante carreira. Realmente, a Adriana era uma exceção à regra, pois o público que frequentava o bar geralmente já a conhecia, e costumeiramente aplaudia após a interpretação de cada canção efusivamente, o que, como já mencionei, costumava ser raro no que concerne ao público notívago. Muita gente no bar dizia que ela era uma "nova Elis Regina". Elis havia morrido há poucos anos antes, e sempre que uma boa cantora surgia em Porto Alegre, na época, o pessoal costumava dizer que a mesma seria a tal sucessora da "Pimentinha". Contudo, é fato que, realmente, à época, a Adriana parecia ser bastante influenciada por esta grande cantora também gaúcha, não apenas referenciando-se no jeito de cantar, mas também porque traçava com propriedade o próprio repertório da "maior cantora do Brasil". Hoje pode parecer estranho, porque geralmente a Adriana imprime um tom mais leve, "colocado" e melodioso na voz, mas naquela época ela "arrebentava", cantava com mais empostação, com mais volume e mais "para fora", lembrando bastante a Elis. Então, às vezes, eu dava uma canja neste bar em que ela tocava, e acabamos ficando amigos. Inclusive uma vez eu mostrei umas músicas minhas, e ela me convidou a visitá-la, à tarde, em seu apartamento, que ficava no mesmo prédio do bar localizado no térreo, para apresentar o que eu tinha de composições. Ela teve uma enorme paciência em escutar mais de 60 músicas (eu fazia, na época, pelo menos umas cinco músicas por mês) numa sentada - e o fato é que, hoje vejo, não havia muito que se aproveitasse quanto às minhas músicas daquele tempo. Mas ela foi muito legal e elegante, teve saco de ouvir até o fim, me elogiou, etc., e inclusive pediu para eu gravar algumas que ela teria gostado numa fita (rss). Havia a promessa de um cara quanto a financiar um disco dela, e ela estava selecionando repertório, etc., mas no fim este tal disco não saiu. De fato, o seu único disco "Portoalegrense" foi a participação em um LP lançado pela RBS, reunindo diversos artistas gaúchos, no qual ela registrou a música "Suspeito", de Arrigo Barnabé - mas isto foi muito tempo após o período ao que me refiro.

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